Unicef cobra compromisso com a infância do próximo governado...

A prevenção das violências contra crianças e adolescentes devem orientar as políticas públicas do próximo governo do estado do Rio de Janeiro, defendeu o Fundo das Nações Unidas para a Infância

(Unicef). Nesta terça-feira (11), a organização fez um chamado às candidaturas, diante do alto índice de mortes violentas intencionais no estado e divulgou uma agenda com sugestões divididas em três

eixos. “O estado [do Rio] precisa de um plano para reduzir homicídios, esclarecer cada morte e proteger os territórios mais afetados fazendo uma política de segurança pública de fato protetiva, que

preserve vidas, com metas e transparência e governança”, destacou a chefe do escritório do Unicef para o Rio de Janeiro, Flávia Antunes.

A redução da violência letal é um dos três tópicos da agenda do Fundo. No Rio, 1.261 crianças e adolescentes foram mortos e mais 12 mil estuprados, entre 2021 e 2023, segundo o Unicef e Fórum

Brasileiro de Segurança Pública. Para a organização internacional, os números revelam uma violência persistente, dentro e fora de casa, que interrompe vidas, compromete a aprendizagem o próprio

futuro do país. Por isso, afirma o Unicef, a proteção da infância e da adolescência deve orientar o programa de governo e as ações do próximo governador.

Flávia Antunes, chefe do escritório do Unicef, explica que o chamado busca provocar um compromisso público, de não perder mais nenhuma criança ou adolescente para a violência.

Segundo a especialista, proteger essa faixa de idade é estratégico. “Quando a gente protege esse público a gente fortalece a educação, a saúde, a segurança pública, a economia e a democracia ao mesmo

tempo”, afirmou Antunes. Além das ações para reduzir as mortes violentas, a agenda do Unicef inclui medidas para garantir a permanência na escola, ampliar a coordenação entre áreas de governos e

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