Urna eletrônica completa 30 anos de revolução nas eleições d...

Os mais jovens não conhecem a experiência de chegar à seção de votação, receber um papel com os nomes dos candidatos, marcar os escolhidos à caneta e depositar o papel dobrado em uma urna de lona.

Encerrado o período de votação, a população esperava dias para saber quem seriam os novos deputados, senadores, governadores e presidente da República.

Este ano, se completa 30 anos da maior revolução eleitoral no Brasil, a urna eletrônica. Não é exagero dizer que a urna eletrônica é motivo de orgulho para o Brasil.

Enquanto países desenvolvidos ainda votam em papel e aguardam vários dias pelo resultado, o Brasil conhece seus eleitos em poucas horas, ainda no mesmo dia do pleito.

E tudo por meio de um sistema eletrônico seguro, como garante o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As décadas de voto em cédulas expuseram várias fragilidades.

A apuração era manual e levava dias, o que abria espaço para fraudes. Uma das fraudes conhecidas há mais de 30 anos foi o da “urna grávida”.

Era o nome dado quando cédulas já preenchidas eram colocadas em uma urna antes de iniciado o processo de votação. A revolução na Justiça Eleitoral começou em 1995.

Especialistas de vários órgãos, entre eles as Forças Armadas, Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério das Comunicações, participaram do desenvolvimento da urna eletrônica.

A urna eletrônica estreou nas eleições municipais de 1996 e foi batizada de Coletor Eletrônico de Votos, ou apenas CEV.

Ainda é seu nome oficial, embora não seja muito usado.  Naquele ano, a utilização do sistema eletrônico foi parcial, em caráter de teste.

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