
A utilização de inteligência artificial (IA) no setor da saúde já atinge 18% dos estabelecimentos brasileiros de atendimento – 11% dos públicos e 21% dos privados.
Os dados, divulgados nesta terça-feira (12), referem-se a 2025, e são da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que entrevistou 3.270 gestores de
estabelecimentos de saúde no país. O levantamento é organizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) – departamento do Núcleo de Informação e
Coordenação do Ponto BR (NIC.br). "Nos últimos anos, observamos uma rápida disseminação das tecnologias de Inteligência Artificial.
Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde", explica o gerente do Centro Regional
de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), Alexandre Barbosa. Segundo a pesquisa, as principais aplicações de IA no setor de saúde brasileiro são: Organizar os
processos clínicos e administrativos (45% dos estabelecimentos); Melhorar a segurança digital (36%); Melhorar a eficiência dos tratamentos (32%); Auxiliar na logística (31%); Apoiar a gestão de
recursos humanos ou recrutamento (27%); Auxiliar nos diagnósticos (26%) e Auxiliar na dosagem dos medicamentos (14%).
Desafios De acordo com o levantamento, a adoção de IA no país ainda enfrenta obstáculos significativos.
Nos hospitais com mais de 50 leitos, por exemplo, os gestores apontam custos elevados (63%), falta de priorização institucional (56%) e limitações relacionadas a dados e capacitação (51%) para a