Vale do Café celebra 70 anos de Mestra Fatinha e encontro do...

Os festejos dos 70 anos de Maria de Fátima da Silveira Santos, a Mestra Fatinha, estão entrelaçados à comemoração do Dia Estadual do Jongo, com a realização do 5º Encontro dos Jongos do Vale do Café,

no Parque das Ruínas de Pinheiral, no sul fluminense.  O evento reunirá neste sábado (25) 450 lideranças de 18 quilombos e comunidades tradicionais de jongo dos estados do Rio de Janeiro e de São

Paulo. Para a matriarca, essa reunião reafirma a cultura dos ancestrais e ocorre em um local simbólico.  Nas duas áreas do Parque das Ruínas de Pinheiral cedidas pela Prefeitura de Pinheiral, a

organização Centro de Referência de Estudo Afro do Sul Fluminense (Creasf), criada pelas lideranças jongueiras do Pinheiral, vem desenvolvendo atividades para levar adiante suas origens.

Ali também estava São José dos Pinheiros, uma das maiores fazendas de café na época do Brasil colônia, onde viveram mais de 3 mil negros escravizados.

“A gente herdou essa tradição deles, e a gente mantém. São vários núcleos de jongueiros de várias famílias”, explica Mestra Fatinha.  Resistência Dos anos vividos, em 50 deles a matriarca permaneceu

à frente da luta e da resistência para a preservação da cultura negra na região do Vale do Café, no sul fluminense.

“O jongo é a verdadeira bandeira de luta do povo preto, porque os negros escravizados usavam o jongo para se organizar, namorar, cantar a saudade da África, para cultuar os orixás.” Mestra Fatinha

conta que o movimento negro entre o Rio e São Paulo era muito forte no final dos anos 80, início dos 90, período em que iniciou a militância.

O início da militância ocorreu no Clube Palmares – único clube social de negros do estado do Rio, em Volta Redonda, cidade vizinha de Pinheiral.

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