
Realismo, emoção e fé. Assim, o coordenador-geral da Via Sacra do Morro da Capelinha, Preto Rezende, define a encenação da Paixão de Cristo encenada todo os anos em Planaltina, no Distrito Federal.
Em 2026, o evento chega à 53ª edição e deve reunir cerca de 100 mil pessoas nesta sexta-feira (3). “São mais de 1,4 mil voluntários, a maioria de Planaltina, e cada um contribui com seu dom, com seu
talento e vamos construindo esse projeto tão lindo. É um projeto do coração de Deus mesmo. A gente faz com tanto realismo que a emoção chega ao público”, disse Rezende em entrevista ao programa
Revista Brasil, da Rádio Nacional de Brasília. A Sexta-feira da Paixão é marcada por manifestações de fé e tradição em todo o país.
O espetáculo em Planaltina já é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal desde 2008 e um projeto do senador Izalci Lucas (PL-DF) quer transformá-lo em manifestação da
cultura nacional. As atividades começam logo cedo quando muitos fieis aproveitam para acender velas e pagar promessas, inclusive, subindo de joelhos os 900 metros do morro.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Às 15h, o Arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa, reza a missa da Celebração da Cruz e, às 16h, a equipe da Via Sacra começa as encenações.
“Encenamos a cidade, prisão, julgamento, flagelação, todas as 14 estações dolorosas. Mas nós acreditamos na ressurreição e, para o público que fica, nós fazemos a 15ª estação, que é a estação
gloriosa, onde Jesus é ressuscitado”, contou Preto Rezende. O evento foi criado em 1973 pelo Padre Aleixo Susin, após o pároco sonhar com jovens encenando a Paixão de Cristo no local.
Desde 1994, a companhia também criou a Via Sacra da Criança, para perpetuar a celebração. No sábado que antecede o Domingo de Ramos, as crianças fazem a apresentação.