
Um grupo de voluntários viajou mais de 500 quilômetros de Piracicaba, no interior de São Paulo, até Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, para ajudar aqueles que foram impactados pelas chuvas e
deslizamentos de terra que atingem a região desde a última segunda-feira (23). Enquanto parte da equipe pegou a estrada, outra organiza arrecadações e logística para envio de doações.
O bombeiro civil Rodrigo Bazaglia chegou na manhã desta sexta (27) e dirigiu-se até o lugar com o maior número de mortes, o bairro Parque Jardim Burnier, na Zona Sudeste, que contabiliza 21 vítimas.
Ele chegou disposto a ajudar do jeito que fosse necessário, no resgate de desaparecidos ou no trabalho de limpeza. “Se for para cavar, vamos cavar. Se for para entrar na água, vamos entrar.
Estamos aqui à disposição para ajudar todos os moradores, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros”, diz Rodrigo.
Rodrigo Bazaglia participa como voluntário do trabalho de resgate das vítimas em Juiz de Fora - Rovena Rosa/Agência Brasil O grupo nasceu a partir de outro contexto de calamidade pública.
Em 2024, eles se reuniram às pressas para atuar no Rio Grande do Sul. Muitos não se conheciam e, da experiência, surgiu um vínculo mais duradouro.
“No Rio Grande do Sul a gente chegou quando as chuvas e as inundações ainda estavam acontecendo. Aqui, está mais delicado lidar com as famílias e as perdas que elas tiveram.
A gente acaba se envolvendo e sentindo parte dessa dor coletiva”, diz Rodrigo. A última atualização indicava 62 em mortes e 3 desaparecidos em Juiz de Fora, e 6 mortes e 2 desaparecidos em Ubá.
O número de desabrigados e desalojados estava acima de 4.200. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Mobilização de estudantes Um grupo de estudantes de medicina de Juiz de Fora também decidiu