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Banco Master assina contrato milionário de R$ 108 milhões com escritório da esposa de ministro do STF

Banco Master assina contrato milionário de R$ 108 milhões com escritório da esposa de ministro do STF

Um novo contrato revelado recentemente expõe as profundezas da intersecção entre finanças, poder e o Judiciário no Brasil. O Banco Master estabeleceu um acordo que prevê pagamentos mensais de R$ 3 milhões líquidos ao escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, dirigido pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Ao longo de três anos, a quantia totaliza impressionantes R$ 108 milhões, revelando o nível de influência que certas famílias atingem quando situadas no coração do sistema judicial.

Os R$ 3 milhões referem-se ao valor líquido, uma vez que o banco também é responsável por tributos, elevando o montante bruto mensal para R$ 3.646.529,77. Impostos como PIS, COFINS, CSLL e IRPJ estão todos inclusos e são rigorosamente pagos até o quinto dia útil de cada mês. Este contrato não só garante uma renda mensal exorbitante, mas também assegura estabilidade financeira ao longo de três anos.

O escândalo não reside apenas na magnitude da quantia, mas no contexto em que ocorre. O Banco Master é um dos mais suscetíveis a regulações, decisões judiciais e ações federais, operando em um cenário onde qualquer decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pode influenciar rumos, fortunes e a própria sobrevivência da instituição. Curiosamente, apesar ou precisamente devido a esse cenário delicado, o banco firma um dos contratos advocatícios mais substanciais do país com a esposa de um ministro que detém um poder sem precedentes na história recente do Brasil.

Embora não haja ilegalidade evidente, a questão é mais complexa e profunda: trata-se de um retrato de um sistema que se protege, financia e se retroalimenta. Grandes instituições financeiras reconhecem quem pode moldar decisões e, assim, investem de forma significativa nessa influência.

A nomenclatura pode variar: conflito de interesses, captura institucional, zona cinzenta ou simples “coincidência”. Porém, a realidade é clara: a saúde da democracia é comprometida quando um banco efetua um depósito de R$ 108 milhões na conta do escritório da família de quem tem a responsabilidade de julgar o país.

Esse contrato vai além de um mero documento; é uma confissão que expõe a fragilidade do sistema.

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