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Amazônia em Disputa: Estudo Revela Conflitos e Tensões em Fronteiras Críticas do Bioma

Amazônia em Disputa: Estudo Revela Conflitos e Tensões em Fronteiras Críticas do Bioma

Um relatório inédito, Amazônia em Disputa, lançado em Bogotá nesta semana, expõe as complexas dinâmicas de conflito que ameaçam a integridade do maior bioma tropical do mundo. Desenvolvido pelo Instituto Igarapé em parceria com a União Europeia e a Fundação para a Conservação e o Desenvolvimento Sustentável (FCDS), o estudo mapeia quatro eixos de disputa nas fronteiras noroeste da Amazônia – região que abrange Brasil, Colômbia, Venezuela, Equador e Peru.

🔥 Os Quatro Eixos de Conflito:

  1. Disputas Ambientais: Desmatamento, queimadas e exploração predatória;

  2. Disputas Criminais: Narcotráfico, mineração ilegal e controle de territórios por grupos armados;

  3. Disputas de Capital: Lavagem de ativos por meio de cadeias legais e ilegais (ouro, madeira, gado);

  4. Disputas Institucionais: Governança frágil, presença estatal ineficaz e militarização reativa.

⚔️ Presença de Grupos Armados:

O estudo identifica 16 grandes facções criminosas atuando em 69% dos municípios amazônicos, incluindo:

  • Comando Vermelho (CV)

  • Primeiro Comando da Capital (PCC)

  • Exército de Libertação Nacional (ELN)

  • Dissidências das FARC

📍 Fronteiras em Crise – Áreas Mais Ameaçadas:

  • Guainía-Orinoco (Colômbia-Venezuela): Garimpo e tráfico de drogas;

  • Mitú-Taraira (Colômbia-Brasil): Rotas de narcotráfico e mineração ilegal;

  • Trapézio Amazônico (Colômbia-Brasil-Peru): Epicentro de tráfico de armas e drogas;

  • Putumayo (Colômbia-Equador-Peru): Zona crítica de violência letal;

  • Yavarí (Brasil-Peru): Expansão de garimpo ilegal e extração de madeira.

👥 Impacto nas Populações Tradicionais:

Indígenas e comunidades ribeirinhas enfrentam:

  • Deslocamentos forçados;

  • Perda de territórios e meios de subsistência;

  • Assassinatos de defensores ambientais (mais de 50% dos casos globais em 2023).

🌐 Chamado para Ação Global:

Como destacou Melina Risso, diretora do Igarapé:
“As economias ilícitas pressionam a Amazônia, mas são alimentadas por mercados globais. A responsabilidade é de todos os países que consomem esses recursos.”

🕊️ Soluções Propostas:

  • Reforço da cooperação internacional via OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica);

  • Criação de alternativas econômicas sustentáveis;

  • Implementação de mecanismos de pagamento por serviços ecossistêmicos;

  • Fortalecimento da governança comunitária e civil.

🗓️ Próximos Passos:

5ª Cúpula de Presidentes da OTCA, realizada nesta sexta-feira (22) em Bogotá, discute a instalação de uma Comissão de Segurança Pública regional. O momento é crucial para definir um futuro de proteção integrada para a Amazônia.

Fonte: Agência Brasil

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