
Inflação desacelera pelo segundo mês consecutivo mas segue acima do teto da meta
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou abril em 0,43%, registrando a segunda queda consecutiva após o pico de 1,31% em fevereiro. Apesar da desaceleração, o acumulado em 12 meses chegou a 5,53%, ultrapassando o limite superior da meta do governo (4,5%) e pressionando o bolso dos brasileiros.
Principais destaques
🔴 Alimentos e remédios lideram alta:
Batata-inglesa (+18,29%) e tomate (+14,32%) dispararam.
Café moído subiu 4,48% no mês e 80,2% no ano – maior alta desde o Plano Real.
Medicamentos tiveram reajuste de até 5,09%, puxando o grupo Saúde (+1,18%).
🟢 Alívio em transportes e energia:
Passagens aéreas caíram 14,15%.
Combustíveis recuaram (-0,45%), com diesel (-1,27%) e gasolina (-0,35%).
Energia elétrica ficou 0,08% mais barata devido à redução de tributos.
Meta do BC em risco
A inflação acumulada em 2025 permanece acima do teto (4,5%), e, se continuar assim por mais seis meses, o governo oficialmente descumprirá a meta. O Banco Central mantém a Selic em 14,75% para conter os preços, mas serviços (0,20%) e itens monitorados (0,35%) seguem em trajetórias distintas.
Impacto no bolso do brasileiro
Famílias de baixa renda (INPC): Inflação de 0,48%, com alimentos pesando 25% do orçamento.
Cesta básica: Arroz (-4,19%) e ovo (-1,29%) ajudaram a segurar gastos, mas altas pontuais ainda pressionam.
📉 Perspectivas: O IBGE alerta que fatores climáticos (secas/chuvas) continuam afetando alimentos, enquanto reajustes em medicamentos e combustíveis podem influenciar os próximos meses.
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