O que pode acontecer com Silas Malafaia se for indiciado no inquérito sobre tentativa de golpe

Pastor é investigado pela PF junto a Bolsonaro por suposta obstrução de processo e crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Por Redação • Publicado em 14/08/2025 às 22h22
O pastor Silas Malafaia está sob investigação da Polícia Federal (PF) no mesmo inquérito que apura suposta tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo. O procedimento investiga crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Caso seja indiciado, Malafaia poderá enfrentar consequências jurídicas e políticas que vão muito além da repercussão já provocada pela investigação.
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O indiciamento formal significa que a autoridade policial concluiu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para justificar que o investigado responda a um processo criminal. No caso de Malafaia, isso pode levar o Ministério Público a oferecer denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que os fatos estariam relacionados a outros investigados com foro privilegiado.
Entre as penas previstas, dependendo da tipificação final dos crimes, estão reclusão que pode variar de 2 a 12 anos, multas e perda de direitos políticos. Em crimes contra o Estado Democrático de Direito, como tentativa de golpe, a legislação prevê penas mais severas, além de possíveis restrições de liberdade enquanto o processo estiver em curso.
Se a denúncia for aceita, Malafaia passará da condição de investigado para réu, o que implica em uma nova fase processual com produção de provas, oitivas de testemunhas e possibilidade de medidas cautelares, como restrição de viagens ou bloqueio de bens.
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Além dos efeitos jurídicos, um eventual indiciamento pode abalar a imagem de Malafaia no meio político e religioso. O pastor é um aliado histórico de Jair Bolsonaro e tem forte atuação em pautas conservadoras. Um processo criminal pode gerar afastamento de lideranças, perda de convites para eventos e enfraquecimento de sua influência junto a determinados setores da sociedade.
O meio evangélico, embora diverso, pode reagir de formas distintas: parte dos fiéis e líderes tende a manter apoio irrestrito, interpretando o caso como perseguição política; outros podem adotar postura de cautela para evitar associação direta a um investigado por crimes contra a democracia.
Na esfera internacional, a repercussão de um indiciamento também pode ser significativa, especialmente por envolver acusações ligadas a tentativas de sanção contra autoridades brasileiras. Isso pode gerar maior atenção de órgãos de direitos humanos e de imprensa estrangeira.
Fonte: Fuxico Gospel